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domingo, 16 de agosto de 2015

John Singer Sargent em Washington, DC.

Fotografando Sargent

por Luiz Carlos Monte
Autorretrato (1907) - Galleria degli Uffizi (domínio público)

Nunca pensava em ir aos Estados Unidos.
Tendo dinheiro, iria sempre para a Europa.
Mas minha irmã Lílian foi morar lá...

Aí fui visitá-la.
Em 2008.

Eu e Dri com minha irmã, sobrinha e cunhado em Washington.

Essas são as duas maiores atrações americanas:
  1. a hospitalidade da minha irmã;
  2. os quadros de John Singer Sargent, que eu só conhecia de estampas em livros e internet.

Carnation, Lily, Lily, Rose (1885) - Tate Britain (domínio público)

Fiquei encantado com Washington, D.C.
É realmente um dos lugares para se visitar no mundo.
Cidade planejada para ser a vitrine da grande nação americana.

Uma enorme quantidade de museus. E... quadros do J.S. Sargent.

Que, ao vivo, são mais impactantes.

Indolência - National Gallery of Art - Washington, D.C.

Sei que, na história da pintura, ele não é dos maiores, dos revolucionários. É daqueles pós-, no caso, pós-impressionista. Um Eliseu Visconti de lá.

Mas para quem está atrás de curtir a Beleza, com B maiúsculo...

Morning walk - Caminhada matinal (1888) - coleção privada (wikimedia commons).
Mrs. Violet Ormond, irmã de Sargent

Catadores de ostras em Cancale (1878) - Corcoran Gallery of Art, Washington DC.

Pintou muitos retratos das socialites da época - início do séc XX.
Com isso ganhou a grana que o permitiu viajar pelo mundo pintando Marrocos, Veneza, a França, ...

Cena de rua em Veneza (1882) - National Gallery of Art, Washington, DC (domínio público).

Essas mulheres de nomes imponentes eram as madames dos poderosos de então (tataravôs dos poderosos atuais). Algumas bonitas. Sempre super bem vestidas com o que havia de melhor na alta-costura.

Elizabeth Winthrop Chanler - Smithsonian American Art Museum, Washington, D.C.

O grande lance dele era conseguir espelhar a pessoa daqueles rostos e o espetáculo daqueles modelitos.

Mrs. Joshua Montgomery Sears (1889) - Museum of Fine Arts, Houston, Texas

Foi pintora, fotógrafa e patrona das artes e colecionadora.
Amiga (não à toa) de Sargent - que capturou sua inquietude e aristocracia.
Dá pra viajar no vestido.

Só era grande mesmo quem tinha um retrato enorme, imponente, de sua mulher pintado pelo Sargent (aqui, no Brasil, basta ela ser destaque em uma escola de samba).

Betty Wertheimer (c. 1908) - Smithsonian American Art Museum, Washington

Mrs Henry White (1883) - Corcoran Gallery of Art, Washington, D.C.

Mrs. Adrian Iselin (1888) National Gallery of Art, Washington, DC.

Washington tem muitos museus e muitas pinturas de Sargent espalhadas por eles.

Fotografei em:
  1. National Gallery of Art
  2. Corcoran Gallery of Art
  3. American Art Museum
  4. National Portrait Gallery
  5. Freer Gallery
Leonard Wood (1903) - National Portrait Gallery, Washington, DC.

Mas o que eu gosto mais não são os retratos. São os quadros que têm parte em penumbra suave - praças no Marrocos, um pequeno busto em um jardim. Nessas partes de penumbra, ele arrebentava mais ainda.

Breakfast In The Loggia (1910) - Freer Gallery, Washington, D.C.

Voltarei a falar sobre Sargent.

domingo, 9 de agosto de 2015

Museo Sorolla

por Lúcia Mattoso

originalmente publicado em luciadizni

Ainda na inspiração dos impressionistas, trago aqui alguns registros da minha visita ao Museo Sorolla em Madri, em dezembro de 2008. O museu é localizado na casa em que viveu Joaquín Sorolla García e sua família, onde o artista mantinha seu ateliê. A pedido da viúva de Sorolla, em 1932 a casa foi transformada em um museu em memória de seu marido.

Mommy no jardim do Museu Sorolla
Eu congelando na escadinha de acesso à casa

O estilo de Sorolla recebe muitas classificações: desde o título de impressionista - que tantos de seus contemporâneos receberam - até luminista ou neoimpressionista. "Ismos" a parte, é notável nos quadros de Sorolla a sensação de movimento gerada pela combinação de borrões de cores além do registro dos efeitos da luz como foco de suas telas. Não por acaso, como muitos colegas da época, a água e os reflexos são temas recorrentes em seus quadros.


El baño del caballo (1909)

El balandrito (1909)

Outra técnica para transmitir a sensação de movimento são os enquadramentos que "cortam" elementos do quadro como pessoas ao fundo e até membros do personagem em destaque, como vemos muito na obra de Degas.

Nadadores, Jávea (1905)

"Sorolla foi a Jávea pela última vez no verão de 1905. Esquece-se das indústrias da cidade e realiza numerosas composições de crianças e adolescentes. A paleta adquire uma intensidade inusitada pelos fortes contrastes de dourados, azuis marinho e esmeraldas, que devido à profundidade de suas águas são totalmente reais." - texto do catálogo do Museu Sorolla.

Mas não apenas de crianças na praia consistiam as temáticas do pintor espanhol. Sorolla buscou pintar a realidade da época e passar em alguns de seus quadros a sensação de desconforto, como no espaço limitado em que se encontram as personagens da polêmica obra Trata de Blancas.

Trata de Blancas (1884)

Já a opção de temáticas mais pessoais costuma ser comparada com as composições do colega americano Sargent. Essa relação entre suas obras inspirou a exposição Sargent / Sorolla, que visitou dentre outros museus o Thyssen-Bornemitza em Madri.

Madre (1895)

Por se tratar do ambiente em que Sorolla viveu em pintou, o museu tem um charme especial, que pode ser averiguado na visita virtual do museu.

Interior do museu - visualização a partir da visita virtual
 Imperdível!